De acordo com o capitão Adriani, que fez parte da equipe de resgate, um grupo de sete amigos, que mora em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, fazia uma trilha na serra do Mar na tarde de domingo (23). Entretanto, apenas três deles conseguiram sair da mata. Os outros quatro, dois homens e duas mulheres, ficaram cansados e acabaram se perdendo.
Na manhã desta segunda-feira, seis homens do Corpo de Bombeiros foram fazer buscas e encontraram o grupo sob uma pedra próxima à cachoeira.
- As vítimas, apesar de estarem bem de saúde, ficaram muito cansadas e, por isso, não conseguiram subir a mata andando.
Os bombeiros emitiram sinalizadores de fumaça vermelha para que os policiais do helicóptero chegassem no local. Dessa forma, todos foram resgatados pelo Águia.
Matheus Messias entra na escola com ajuda de uma auxiliar de enfermagem
O artigo 2º do decreto federal 3.298, de 1999, afirma que "cabe aos órgãos e às entidades do poder público assegurar à pessoa portadora de deficiência o pleno exercício de seus direitos básicos, inclusive dos direitos à educação". Mas não foi o que ocorreu na escola pública Marina Cintra, localizada na rua da Consolação, no centro de São Paulo. Matheus Messias, que possui uma deficiência rara (causada pela má formação da coluna), só começou a estudar em 6 de maio, depois de uma liminar da Justiça.
Matriculado no colégio estadual, o menino da primeira série do ensino fundamental perdeu os primeiros três meses de aulas porque o colégio exigiu que seus pais estivessem presentes no horário escolar. Isso porque a deficiência impede que o garoto de sete anos controle seu sistema urinário e intestinal, o que requer um cuidador, ou seja, alguém que o acompanhe e cumpra tarefas como trocar suas fraldas.
A instituição de ensino não oferecia esse e outros itens para deficientes, como carteiras e banheiros adaptados. O pedido de um cuidador foi feito à escola inicialmente em fevereiro, mas os pais não foram atendidos. Eles, então, procuraram a Secretaria de Educação do Estado e também não receberam resposta. Por fim, após entrar na Justiça, eles obtiveram liminar no dia 19 de abril que aplicava multa diária ao governo do Estado caso as condições necessárias para o garoto estudar não fossem supridas.
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Procurado pela reportagem do R7, o diretor do colégio Marina Cintra, Vladimir Fragnan, alega que os pais foram intransigentes e que a escola tinha como receber o garoto mesmo sem cuidador. Matheus assiste às aulas em uma carteira improvisada, que teve os pés serrados. A adequação da sala de informática, sem máquina especial na altura do menino, também está prometida para breve.
- Atendemos outros deficientes aqui e tínhamos carteira para ele [Matheus], mas não adaptada para o seu tamanho, porque ele é menor do que os outros. O que não havia era alguém para trocar a fralda. Por isso, pedimos à mãe para que viesse à escola para isso. O garoto só não começou a estudar em fevereiro porque os pais não quiseram.
O pai, Helton Messias, afirma que a experiência não foi nova. Para garantir os estudos do filho na escola anterior - o colégio Monteiro Lobato - também foi preciso entrar na Justiça. Matheus agora conta com a ajuda de uma auxiliar de enfermagem, paga pelo poder público. A mãe, Miriam de Fátima Santos, comemora que a lei tenha sido cumprida.
- Achamos um absurdo. Nem eu nem, meu marido temos condições de abandonar o trabalho para ficar com ele na escola. A lei determina um cuidador para acompanhá-lo, mas a escola não tinha. Além disso, não havia trocador, nem transporte, muito menos uma carteira adaptada.
Você acha que alunos com deficiência devem estudar em escolas comuns?
Mais de 85% de todas as escolas públicas brasileiras não têm condições de acessibilidade para deficientes, de acordo com o MEC (Ministério da Educação). Nos colégios particulares, o quadro é um pouco melhor, mas ainda preocupante - 70% deles não estão adaptados.
No caso do Estado de São Paulo, especificamente, há mais escolas acessíveis entre as públicas (21% têm rampas e outras adaptações) do que entre as particulares (16%).
Pelo portão da frente
É pelo portão da frente, que tem uma escada, e não junto dos outros alunos que Matheus chega à escola. Se o garoto ainda não divide a mesma entrada que os colegas, seus pais ao menos comemoram a decisão judicial que permitiu que ele pudesse ir às aulas.
A entrada de Matheus pelo lado com escadas tem um motivo: a rampa de acesso a deficientes estava fechada com um cadeado, segundo constatou o R7. A chave, justifica o diretor, fica com o perueiro que traz o garoto todos os dias.
Entrada do colégio, com uma escada que dificulta o acesso de deficientes. Foto: Julia Chequer/R7
Questionado sobre os danos ao aprendizado do menino, que perdeu três meses de aula, o diretor Fragnan afirma que Matheus não foi prejudicado e que ele está em fase de "integração social". Se for necessário, afirma o educador, haverá reposição de aulas aos sábados.
- Ele [Matheus] não está em processo de alfabetização, mas sim de integração social, por isso não será prejudicado.
Outros casos
Pelo menos 30 casos parecidos já foram identificados em São Paulo por Helton Messias, que após a experiência com o filho criou uma ONG (Organização Não Governamental).
- Quando sentimos o problema na pele, vemos que há mais gente na mesma situação. Tem muita criança querendo estudar e sendo rejeitada.
É o caso de Beatriz Ferreira, de 12 anos. Ela foi "convidada a se retirar" da escola estadual Rodrigues Alves, situada na avenida Paulista, área nobre da cidade. O colégio pediu que a mãe, Maria José Ferreira, transferisse a menina, que tem microcefalia e está na quinta série do ensino fundamental.
- A coordenação me chamou para dizer que não havia mais como receber minha filha porque ela não tem condições de aprendizado. Os professores disseram que não têm obrigação de cuidar de criança, que não é essa a função deles.
A diretora do colégio se recusou a dar entrevista, mas afirmou que foi dada apenas "uma sugestão à mãe", e que não houve imposição.
Los Angeles, 24 mai (EFE).- Seis anos após estrear, a popular série de televisão “Lost” encerrou nesta madrugada com a exibição de um emocionante episódio final, transmitido mundialmente a 59 países, deixando muitos de seus fãs satisfeitos, apesar da falta de respostas às intrigantes tramas do enigmático programa.
Durante duas horas e meia, o duplo episódio “The End” resolveu os assuntos pendentes entre os personagens centrais da saga de náufragos do voo Oceanic 815 e revelou o segredo subjacente em toda a história embora, fiel a seu estilo, deixou muito terreno aberto à especulação.
Parafraseando as declarações feitas em janeiro pelo produtor da série, Carlton Cuse, durante a apresentação da última temporada, a conclusão de “Lost” foi “um coquetel de respostas e mistérios”, no qual não faltaram as lágrimas dos fãs, segundo as imagens mostradas por emissoras de televisão dos Estados Unidos.
A exibição provocou uma mistura de alegria com o final e tristeza pelo vazio que significou a despedida de um fenômeno da televisão, que transcendeu fronteiras e cooptou uma legião de fiéis seguidores no mundo todo, os conhecidos “losties”.
A rede social Twitter se tornou receptora dos primeiros comentários sobre o final da série.
“Não respondeu a todas as perguntas, havia muitas, mas deixou um final emocionante”, assegurou @eugenewei.
“Ainda estou um pouco confuso e tentando entendê-lo, mas me agradou. Muito carregado de emoções”, disse @hodgesart.
Na mesma linha comentou @valiportermusiq, que qualificou o final de “Lost” como “incrível”, mas em seguida se perguntava qual era o sentido de toda a trama.
“Não tenho certeza de ter entendido o que ocorreu, mas acho que confirma o que acreditava nesse tempo todo”, explicou @ipodgamer, que se referiu à ideia do “purgatório” como elemento que justifica o que acontece nas seis temporadas da série.
Algumas vozes dissonantes se queixaram da falta de esclarecimentos em torno dos mistérios da série.
“Poderia precisar que alguém me explicasse partes do final”, criticou @danregal, enquanto @panasonicyouth considerou que a conclusão do programa foi “manipulador e muito insatisfatório”.
Em uma tentativa de esclarecer algumas das inúmeras dúvidas que continuam permeando “Lost”, o apresentador Jimmy Kimmel transformou seu programa noturno “Jimmy Kimmel Live” em um programa especial intitulado “Aloha to ‘Lost’”, transmitido na emissora “ABC”, recebendo vários dos atores que protagonizaram a série.
Kimmel e Matthew Fox, que interpretou o médico Jack Shephard, avaliaram “Lost” como uma experiência centrada e vivida através desse personagem depois do acidente aéreo com o qual tudo começou em 2004.
“Soube qual seria o plano final da série desde o início, que seus olhos se fechariam e que morreria, e esperava que houvesse nisso alguma redenção”, comentou Fox, que retomou a ideia do purgatório.
“Existe em muitas religiões e pode durar um milésimo de segundo ou muito tempo”, acrescentou o ator, que estava acompanhado por Michael Emerson (Benjamin Linus), Terry O’Quinn (John Locke) e Nestor Carbonell (Richard Alpert), entre outros.
Nesse programa, também se brincou sobre possíveis finais alternativos a “Lost”, um dos quais transformava a ilha e seus náufragos em participantes de um reality show de sobrevivência, com o resultado da eliminação de Naveen Andrews (Sayid Jarrah).
O final de “Lost” será definitivo, como o produtor Cuse e o criador do programa Damon Lindelof tinham comentado em mais de uma ocasião, apesar de não se descartar que a Disney, proprietária da “ABC”, tente tirar mais lucros dessa franquia por meio de novas histórias ou outros produtos que mantenham viva a série. EFE
Ainda na Globo, Escrito nas Estrelas segue apresentando índices superiores aos de Tempos Modernos.
Na Record, a penúltima semana de Bela, a Feia superou a estreia de Ribeirão do Tempo.
Confira as médias das novelas entre os dias 17/05 e 22/05:
*Os números são prévios e podem sofrer alterações no consolidado.
O “Pânico na TV”, deste domingo, será a primeira atração da telinha brasileira a ser transmitida em 3D.
A RedeTV! vai se tornar pioneira na nova tecnologia, depois de ter sido a primeira rede a transmitir toda sua programação própria em alta definição.
A escolha pelo “Pânico” se deu pelo fato do humorístico de Emílio Surita ser a principal audiência do canal, com médias que giram em torno dos 10 pontos na capital paulista.
Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, a novidade não poderá ser acompanhada pelo público em suas casas, já que a chegada da nova tecnologia em aparelhos de TV, prevista para abril, atrasou. Com isso, apenas os 400 convidados da festa de lançamento poderão acompanhar o programa com a nova tecnologia.
Segundo diz o site Na Telinha, apesar de estrear a transmissão em três dimensões para quase ninguém, a direção da emissora defende a implantação da TV em 3D no atual momento, já que o objetivo é sair na frente de suas concorrentes, entre elas, a Globo, que fará os primeiros testes com a nova tecnologia durante a Copa do Mundo, na qual a emissora carioca exibirá alguns jogos em salas de cinema, apenas para um grupo seleto de convidados.